Que fazes no próximo Domingo?

Que fazes no próximo Domingo?

25.1.07

E asSIM se afirma

Os impostos já financiam a assistência médica às mulheres vítimas das complicações derivadas do recurso ao aborto clandestino e cujas repercussões e custos dos SNS são bem superiores às da aplicação da lei da despenalização.
Carlos Carvalhas, PÚBLICO 18 de Janeiro de 2007

Quem não quer despenalizar pretende impor uma moral e obrigar todos os outros. Quem defende a despenalização não impõe obrigação nenhuma.
Manuel Alegre, PÚBLICO 18 de Janeiro de 2007

(...) o "não" tem a sua campanha construída em torno do medo, das incertezas e das dúvidas, e conta com essa campanha para desmobilizar o campo do "sim" e repetir 1998.
Rui Tavares, PÚBLICO 13 de Janeiro de 2007

(...) uma rigorosa, maleável e muito responsável intervenção dos defensores do "sim" no próximo referendo de 11 de Fevereiro como condição essencial para a vitória que a liberdade, a soberania da decisão e a dignidade das mulheres portuguesas exigem e, mais amplamente, para a abertura na sociedade portuguesa, nesta matéria, de uma nova página de humanismo e avanço civilizacional.
Vítor Dias, PÚBLICO 12 de Janeiro de 2007

Não mais a natureza ou o Estado, ou um qualquer religião a decidir sobre a vida e o futuro das mulheres, mas elas próprias.
Madalena Barbosa, PÚBLICO 4 de Janeiro de 2007

Parece impossível que ainda exista uma lei assim num país da Europa. Acho inacreditável que ainda se debata.

Paula Rego, DIÁRIO DE NOTÍCIAS 12 de Janeiro de 2007

É inadmissível que um país desenvolvido e moderno continue a fingir que nada se passa, quando milhares de abortos clandestinos continuam a ser feitos todos os anos.
José Sócrates, Primeiro-Ministro, PÚBLICO 21 de Janeiro de 2007

Uma paróquia da encantadora cidade alto-alentejana de Castelo de Vide exerce um cónego que decidiu esta semana ameaçar com a “excomunhão automática” a todos os cristãos que votarem “sim” no próximo referendo do dia 11 de Fevereiro.
Rui Tavares, PÚBLICO 20 de Janeiro de 2007

O aborto não é uma questão que divida. O que divide é a questão de saber (…) se faz sentido uma lei que olha para um assunto tão complexo de uma maneira tão simples e, sobretudo, tão cega.
Pedro Camacho, VISÃO 18 de Janeiro de 2007

De um referendo para outro o “não” já ganhou uma batalha: tornar a palavra “aborto” uma palavra maldita que não se pode usar a não ser de forma condenatória.
José Pacheco Pereira, SÁBADO 18 de Janeiro de 2007

Concedo que, nas últimas décadas, com a febre imobiliária que grassou no país, o aborto passou do “vão de escada” para o “apartamento de subúrbio”, mas, infelizmente, isso não alterou a natureza clandestina da intervenção.
José Pacheco, PÚBLICO 19 de Janeiro de 2007

É difícil, numa campanha, conseguir passar a mensagem de que uma pessoa que seja contra o aborto pode ser favorável à despenalização.
Ana Sá Lopes, DIÁRIO DE NOTÍCIAS 5 de Janeiro de 2007

Não há como conviver harmoniosamente com os pronunciamentos deste Papa. Então agora o senhor escolhe o Dia Mundial da Paz para anunciar aos seus fiéis que a prática de aborto e a experimentação em embriões humanos não são diferentes do terrorismo? É patético.
Clara Pinto Correia, 24 HORAS 3 de Janeiro de 2007

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