Um grupo de emigrantes portugueses em Barcelona vai realizar, domingo, uma concentração contra a não participação dos portugueses residentes no estrangeiro no referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez.
"Uma vez que não podemos votar, vamos votar de outra maneira através da criação de um blogue e dizer 'Sim' a partir de Barcelona", disse à Agência Lusa Nuno Gabriel Melo, que vive naquela cidade catalã há três anos.
Para expressar estas posições, o grupo de emigrantes lusos criou o "Tots Som Una Dona" (Todos somos uma mulher), um movimento que surgiu de forma espontânea e que se foi alargando, explicou o emigrante português.
Para Nuno Gabriel Melo, a questão do aborto "diz respeito a todos os portugueses", inclusive àqueles que moram fora de Portugal. Pelo menos os emigrantes que vivem na União Europeia deveriam participar no referendo, pois são aqueles que mais vezes se deslocam a Portugal, defende.
O movimento pretende realizar uma outra concentração, na Praça da Catalunha, no dia 04 de Fevereiro.
6 comentários:
Eu estou completamente de acordo. E se nao pude estar presente ontem, estarei concerteza na proxima concentracao.
Queria dar-vos todo o meu apoio! Estou a viver em Londres e também foi com muita surpresa e desagrado que descobri que não poderia votar no referendo. Ainda pensei deslocar-me a Lisboa de propósito, mas os voos estavam caros e o dinheiro não abunda! :)
Força e muito sucesso para a concentração!
Idem....Desde Gliwice-Polonia tambem voto sim sem poder votar!
E então? como foi? mostrem aí umas fotos! **
se há uma coisa que não percebo, é: porque é que parece de alguma maneira irritar (não, não digo isto em jeito de provocação) os do sim quando se diz que nós, do não, criámos dezenas de instituições para ajudar as mulheres (mais de cem mil - digo numeros porque sou representante de uma delas)?
Não é uma coisa boa? AS mulheres são aí tratadas; aí são-lhes dadas condições de ter o seu filho; mulheres que aparecem lá a dizer que vão fazer um aborto, são acolhidas e ficam lá meses de seguida, onde os seus bébés nascem e são-lhes dadas competências para educarem as suas crianças!
Será que isto não é bom? será que isto é "não fazer nada desde que ganharam o referendo de 98"?
Será que uma mulher ajudada a ter um filho, a ter condições para ter o seu filho, será que isso não é melhor?
E a minha experiência é que é de 0,01% a percentagem das mulheres que, depois de ajudadas nas várias instituições, saem insatisfeitas: claro que saem contentes: tiveram o seu filho, e têm-no com condições!
Importante é lembrar que nós funcionamos com fundos PRIVADOS, assim como funcionam a maior parte destas instituições: relembro que TODOS concordamos que o aborto é um MAL, que quanto menos melhor!
Convido os do sim a olharem para esta realidade, e, ao invés de lutar para a despenalização do aborto, lutem, CONOSCO, para pedir a atenção (que não existe-porquê????) do Estado para nós, instituições!
Um aborto É um mal: ajudem-nos, da melhor maneira possível - ajudando a MULHER, ajudando o seu FILHO!
No próximo domingo vou apanhar no cu.
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